Horizon Hunters Gathering é o novo capítulo cooperativo da franquia Horizon, desenvolvido pela Guerrilla e publicado pela Sony, anunciado oficialmente em 5 de fevereiro de 2026. Diferente dos títulos anteriores focados em campanha solo com Aloy, este spin‑off aposta em ação tática cooperativa para até três jogadores, com forte ênfase em habilidade, sinergia de time e rejogabilidade.
Visão geral: o que é Horizon Hunters Gathering?
Horizon Hunters Gathering é um jogo de ação cooperativa ambientado no mesmo universo dos títulos principais da franquia Horizon, com uma campanha narrativa canônica que se passa após os eventos de Forbidden West. Ele será lançado para PlayStation 5 e PC (via Steam), com suporte a cross‑play e cross‑progression vinculados à conta PlayStation.
- Gênero: ação cooperativa com foco em combate tático
- Jogadores: até 3 em co‑op online (com opção de jogar solo com bots de IA)
- Plataformas: PS5 e PC (Steam)
- Progresso compartilhado: cross‑progression via conta PlayStation
- Status: anunciado, sem data de lançamento ("coming soon")
O movimento marca mais um passo da Sony em direção a experiências de live service e multiplayer persistentes, mas a Guerrilla reforça que continuará produzindo jogos single‑player, em resposta às preocupações de parte da comunidade.
Sem Aloy: foco total em um esquadrão de Hunters
Um dos pontos mais importantes do anúncio é que Aloy não é a protagonista. Em vez disso, os jogadores assumem o controle de um elenco de Hunters, cada um com armas, papéis e estilos de jogo próprios.
Arquétipos de Hunters e estilos de jogo
Embora os detalhes finos de cada personagem ainda não tenham sido divulgados, o jogo já foi apresentado com uma estrutura clara de papéis em equipe, incluindo:
- Tanque: voltado para absorver dano, proteger aliados e chamar a atenção das máquinas;
- Sniper: especialista em dano à distância, focado em pontos fracos e controle de campo;
- Furtivo: abordagem de infiltração, posicionamento e ataques de oportunidade;
- Corpo a corpo: combate direto, alta pressão em curta distância.
Esse desenho aproxima Horizon Hunters Gathering de outros jogos co‑op baseados em composição de time, mas com o diferencial do ecossistema de máquinas e armas características do universo Horizon.
Impacto para fãs de Horizon
Para quem vem de Zero Dawn e Forbidden West, a ausência de Aloy pode gerar estranhamento inicial, mas também abre espaço para:
- Explorar outras regiões e culturas dentro do mundo de Horizon;
- Conectar‑se a novos personagens, facções e histórias;
- Experimentar estilos de combate que não caberiam em uma campanha totalmente centrada em um único protagonista.
Como a campanha é canônica e se passa após Forbidden West, o jogo também pode servir como ponte narrativa dentro da franquia, mesmo com foco em co‑op.
Jogabilidade: combate tático, reativo e baseado em habilidade
A Guerrilla descreve a jogabilidade de Horizon Hunters Gathering como um combate tático, reativo e profundamente baseado em habilidade. Na prática, isso sugere que posicionamento, timing de habilidades, leitura dos padrões das máquinas e coordenação entre jogadores serão elementos centrais.
Do single‑player ao co‑op coordenado
Nos jogos anteriores da série, o combate já envolvia desmontar máquinas, explorar fraquezas elementais e gerir recursos. Em formato cooperativo, essa lógica tende a se traduzir em:
- Hunters diferentes focando em partes distintas da máquina (um desativa armas, outro controla movimento, outro causa dano concentrado);
- Divisão de funções entre controle de multidão, suporte e dano bruto;
- Comunicação constante para aproveitar janelas curtas de vulnerabilidade.
O fato de o jogo ser descrito como "reajogável" indica sistemas pensados para que cada caçada nunca seja exatamente igual à anterior.
Modos de jogo: Machine Incursion e Cauldron Descent
Dois modos principais já foram detalhados publicamente, ambos voltados para co‑op, mas com estruturas bem distintas.
Machine Incursion: missões intensas com ondas e chefes
Machine Incursion é um modo focado em ações mais diretas e intensas. As missões envolvem enfrentar ondas de máquinas saindo de portais subterrâneos, culminando em um grande chefe final.
- Ritmo mais curto e direto, ideal para sessões rápidas;
- Ameaça crescente a cada onda, forçando o time a gerir recursos e cooldowns;
- Chefe final que funciona como teste de sinergia do grupo.
Esse formato favorece jogadores que gostam de desafios concentrados, recompensas claras e repetição de missões para otimizar desempenho ou farmar equipamentos.
Cauldron Descent: provas longas, multi‑estágio e cheias de segredos
O modo Cauldron Descent aposta em uma estrutura mais longa e complexa. Ele é descrito como uma prova multi‑estágio, com:
- Salas que mudam, sugerindo variação procedural ou rotação de layouts;
- Encontros brutais, com picos de dificuldade mais altos e exigência de coordenação fina;
- Portas secretas com recompensas, incentivando exploração e repetição.
Na prática, Cauldron Descent tende a ser o modo preferido de quem gosta de sessões mais longas, sensação de progressão dentro da própria missão e descoberta de rotas e segredos ao longo das runs.
Tabela comparativa dos modos principais
Duração típica da missão Curta / média Média / longa Estrutura Ondas de inimigos + chefe final Múltiplos estágios conectados Foco Ação intensa, pressão constante Progressão, exploração e sobrevivência Variedade Ritmo de arena com variação de inimigos Salas mutáveis, portas secretas, rotas diferentes Perfil de jogador Quem quer sessões rápidas e objetivas Quem prefere runs longas e desafiadoras
Campanha narrativa canônica e modelo de "aventura contínua"
Ao contrário de muitos jogos co‑op que deixam a narrativa em segundo plano, Horizon Hunters Gathering foi apresentado com uma campanha narrativa canônica no universo Horizon, ambientada após Forbidden West. O jogo promete:
- Novos personagens relevantes dentro do mundo da série;
- Mistérios inéditos e novas ameaças relacionadas às máquinas;
- Expansão do lore já estabelecido, sem contradizê‑lo.
Além disso, o jogo seguirá um modelo de "aventura contínua" com elementos de live service. Em termos práticos, isso significa que, após o lançamento, novas aventuras, missões e conteúdos serão adicionados ao longo do tempo.
O que significa um modelo de aventura contínua
Sem entrar em detalhes comerciais (não foram informados), o termo "aventura contínua" indica que os jogadores podem esperar:
- Novos desafios e modos surgindo após o lançamento;
- Atualizações periódicas com conteúdo de história e/ou atividades de endgame;
- Motivação para retornar com frequência, seja por recompensas ou por curiosidade narrativa.
Esse formato se alinha com a tendência recente de grandes publishers de manter jogos ativos por longos períodos, em vez de focar apenas em lançamentos isolados.
Hunters Gathering: o hub social e coração da progressão
Entre as missões, os jogadores retornam a um hub social chamado Hunters Gathering. É nesse espaço que se concentram várias atividades centrais:
- Customização dos Hunters – visual, equipamentos e builds;
- Vendedores – para adquirir armas, modificações e itens úteis;
- Aprimoramento de equipamentos – fortalecimento gradual do arsenal;
- Formação de grupos – ponto de encontro para montar esquadrões antes das caçadas.
Esse tipo de hub é comum em jogos co‑op atuais e cumpre dois papéis: criar um espaço social reconhecível e organizar, de forma clara, todo o ciclo de progressão entre runs.
Progressão e elementos roguelite: construindo o seu Hunter a cada run
A progressão em Horizon Hunters Gathering combina sistemas tradicionais de evolução de personagem com aspectos roguelite. Isso significa que, além de upgrades permanentes, existem escolhas temporárias que tornam cada run diferente da anterior.
Perks, funções e sinergias
O jogo utiliza perks e funções (classes) que alteram o build a cada sessão. Na prática, isso afeta:
- Quais habilidades e bônus estarão ativos naquela run específica;
- Como o seu Hunter se encaixa dentro da composição de time;
- Quais sinergias podem ser exploradas entre os três jogadores.
Essa abordagem reforça a rejogabilidade: mesmo repetindo um mesmo modo ou missão, as combinações de perks e funções podem mudar drasticamente a forma como você enfrenta as máquinas.
Por que isso importa para o jogador
Para quem gosta de experimentar builds, esse sistema:
- Reduz a repetição mecânica, já que o estilo de jogo pode variar a cada tentativa;
- Gera situações únicas de cooperação (por exemplo, times extremamente focados em controle de campo ou em burst de dano);
- Estimula a dominar mais de um papel, em vez de ficar preso para sempre a um único estilo.
Multiplayer, cross‑play e opção de jogar solo com bots
Horizon Hunters Gathering foi concebido como experiência cooperativa, mas a Guerrilla confirmou que o jogo também poderá ser jogado solo, com os outros Hunters sendo controlados por bots de IA.
Co‑op para até três jogadores e cross‑play
Os principais pontos no campo multiplayer são:
- Co‑op online para até três jogadores em cada esquadrão;
- Cross‑play entre PS5 e PC, permitindo que amigos em plataformas diferentes joguem juntos;
- Cross‑progression vinculado à conta PlayStation, para manter seu progresso ao alternar entre PS5 e PC.
Para jogadores que planejam migrar de plataforma ou que já têm amigos em ecossistemas diferentes, essa abordagem reduz barreiras e torna mais fácil manter o mesmo grupo.
Jogar solo com bots: para quem é?
A presença de bots de IA torna o jogo acessível a:
- Quem prefere jogar no próprio ritmo e evitar partidas públicas;
- Quem quer aprender mecânicas e testar builds antes de entrar no co‑op;
- Jogadores com horários irregulares, que nem sempre têm amigos online.
O desempenho e a inteligência desses bots ainda não foram detalhados, então o quão viável será encarar os modos mais difíceis sozinho permanece uma questão em aberto.
Playtest fechado no fim de fevereiro de 2026
Para testar a estrutura online e a jogabilidade, está programado um playtest fechado em pequena escala para o fim de fevereiro de 2026, tanto no PS5 quanto no PC.
- Inscrições disponíveis via PlayStation Beta Program;
- Objetivo de coletar feedback inicial sobre combate, desempenho e matchmaking;
- Etapa importante para ajustes finos antes de uma futura data de lançamento.
Além disso, o jogo já conta com servidor oficial de Discord e página de wishlist no Steam, consolidando os canais para reunir feedback da comunidade desde cedo.
Recepção inicial: entusiasmo, preocupação e debate sobre live service
As primeiras reações do público mostram um cenário misto. De um lado, há entusiasmo com a ideia de enfrentar máquinas em co‑op tático, em mapas variados e focados em rejogabilidade. De outro, surgem preocupações relacionadas ao modelo de live service e ao afastamento do foco total em single‑player.
Críticas iniciais e resposta da Guerrilla
Entre os pontos de tensão percebidos estão:
- Receio de que o foco em live service prejudique a qualidade de futuros jogos solo;
- Desconfiança em relação a monetização e grind (embora nada disso tenha sido detalhado oficialmente);
- Métricas negativas em likes/dislikes no trailer, indicando resistência de parte da base de fãs.
Em resposta, a Guerrilla fez questão de reforçar publicamente que continuará produzindo jogos single‑player, tentando acalmar os fãs preocupados com uma possível mudança total de direção da franquia.
Por que o debate é importante para a indústria
A discussão em torno de Horizon Hunters Gathering reflete um movimento mais amplo da indústria:
- Grandes franquias single‑player sendo expandidas para experiências co‑op e live service;
- Comunidades divididas entre quem vê isso como evolução natural e quem teme a perda de foco em narrativas profundas;
- Maior peso da opinião pública logo no anúncio, influenciando ajustes ainda na fase de testes.
Como Horizon é uma das principais propriedades da Sony, a forma como Hunters Gathering será recebido e mantido ao longo do tempo pode influenciar decisões futuras sobre outros projetos do mesmo universo.
Contexto: onde Hunters Gathering se encaixa na franquia Horizon
Considerando que Horizon Hunters Gathering é canônico e se passa após Forbidden West, ele pode cumprir diferentes papéis dentro da franquia:
- Expansão de universo: mostrando eventos paralelos, novas regiões e outras perspectivas além de Aloy;
- Ponte narrativa: preparando terreno para futuros jogos principais, mesmo que de forma indireta;
- Laboratório de sistemas: testando mecânicas co‑op, IA de aliados e estrutura de serviço contínuo que podem influenciar projetos futuros.
Para quem acompanha Horizon desde o início, acompanhar Hunters Gathering pode ser relevante não apenas pelo gameplay, mas também pelo que ele revela sobre os próximos passos do universo da série.
O que isso significa para diferentes perfis de jogadores
Para fãs de Horizon focados em história
Mesmo sendo um jogo co‑op, Horizon Hunters Gathering oferece:
- Campanha narrativa canônica pós‑Forbidden West;
- Novos personagens e ameaças que ampliam o lore;
- Possibilidade de jogar solo com bots, mantendo foco maior na experiência individual.
Se a prioridade é entender o que acontece no mundo de Horizon após Forbidden West, Hunters Gathering tende a ser uma peça importante nesse quebra‑cabeça.
Para quem gosta de co‑op tático e rejogável
Os elementos que mais chamam atenção para esse público incluem:
- Combate tático e orientado à habilidade, com papéis bem definidos;
- Modos Machine Incursion e Cauldron Descent, com propostas distintas de desafio;
- Progressão com elementos roguelite, incentivando experimentar builds e funções diferentes a cada run.
Para grupos de amigos que já jogam regularmente em trio, a estrutura de Horizon Hunters Gathering parece desenhada sob medida.
Para jogadores de PC e a estratégia da Sony
O lançamento simultâneo em PS5 e PC (via Steam), com cross‑play e progressão unificada, reforça a estratégia da Sony de tratar o PC não apenas como uma plataforma de port tardio, mas como parte ativa de alguns lançamentos.
- Jogadores de PC entram desde o início no ciclo de conteúdo e atualizações;
- A base de jogadores é potencialmente maior, importante para a saúde de um jogo co‑op com elementos live service;
- Quem alterna entre console e PC se beneficia do cross‑progression via conta PlayStation.
Dicas práticas para quem quer acompanhar o jogo desde já
Embora ainda não haja data de lançamento, já é possível se preparar para acompanhar Horizon Hunters Gathering mais de perto:
- Inscrever‑se no PlayStation Beta Program para tentar acesso ao playtest fechado de fevereiro de 2026;
- Entrar no servidor oficial de Discord do jogo para acompanhar anúncios e discutir feedback com a comunidade;
- Adicionar o jogo à wishlist no Steam (no PC), o que também ajuda a receber notificações de novidades;
- Observar futuros trailers e dev diaries para entender melhor os sistemas de progressão, monetização e endgame.
Conclusão: um passo ousado para a franquia Horizon
Horizon Hunters Gathering representa um passo ousado da Guerrilla e da Sony: transformar um universo consagrado pelo single‑player em uma experiência cooperativa tática, com estrutura de aventura contínua e forte componente de rejogabilidade.
Até o momento, os fatos estabelecidos são:
- Jogo de ação co‑op para até três jogadores, com combate tático e baseado em habilidade;
- Dois modos principais já revelados (Machine Incursion e Cauldron Descent);
- Campanha narrativa canônica, situada após Forbidden West;
- Hub social Hunters Gathering para customização e progressão;
- Elementos roguelite na construção de builds via perks e funções;
- Disponível para PS5 e PC (Steam), com cross‑play e cross‑progression via conta PlayStation;
- Playtest fechado em pequena escala previsto para o fim de fevereiro de 2026.
Resta agora acompanhar os testes, os próximos trailers e os detalhes que ainda serão revelados — especialmente em relação a como o modelo de aventura contínua será implementado na prática e de que forma o jogo dialogará com o legado single‑player da franquia.
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