Novo Divinity da Larian: o maior RPG do estúdio, sucessor de Baldur’s Gate 3 e com grande foco em autoria humana

Novo Divinity será maior que Baldur’s Gate 3, com sistema por turnos renovado, loot artesanal, customização profunda e trilha de Borislav Slavov.

· · 11 min de leitura · Por (conteúdo gerado com IA)

Inteligência de dados GameMarket com curadoria humana. Notícias em tempo real para a comunidade gamer brasileira.

Depois de revolucionar o gênero com Baldur’s Gate 3, a Larian Studios partiu para um projeto ainda mais ambicioso: um novo RPG chamado apenas Divinity, ambientado em Rivellon, o mesmo universo de Divinity: Original Sin. O estúdio já começou a revelar detalhes importantes sobre sistema de jogo, filosofia de design, trilha sonora e, principalmente, sua postura em relação ao uso de IA generativa.

Neste artigo, você confere uma análise aprofundada de tudo o que foi revelado até agora, o impacto para os jogadores e o que isso significa para o futuro dos RPGs de PC e consoles.

O que é o novo Divinity e por que ele não é chamado de “Divinity 3”

O novo jogo da Larian foi anunciado no The Game Awards 2025 com o título simples de Divinity. Nada de “3”, “Original Sin 3” ou subtítulo longo. Essa escolha não é à toa: o estúdio está tratando o projeto como uma espécie de recomeço dentro do universo de Rivellon.

É por isso que a imprensa oficial e a própria Larian não chamam o jogo de “Divinity 3”. Esse rótulo aparece mais em conversas entre fãs, como uma forma prática de situar o título dentro da franquia.

Um universo que vive de reinvenções

A franquia Divinity já trocou de formato e tom algumas vezes: de RPG isométrico clássico (Divine Divinity) a ação/RPG em terceira pessoa (Divinity 2: Ego Draconis) e depois para o estilo tático por turnos com Original Sin. O novo Divinity segue essa tradição de reinventar a forma de explorar Rivellon, sem se prender demais à continuidade numérica.

O maior projeto da Larian: mais ambicioso que Baldur’s Gate 3

Em entrevistas e comunicados, Swen Vincke e a Larian vêm repetindo uma mensagem clara: Divinity é o maior e mais ambicioso RPG que o estúdio já fez. Segundo o próprio Vincke, o jogo será “ainda maior que Baldur’s Gate 3” em escala e ambição.

Comparação Baldur’s Gate 3 Novo Divinity
Escala Campanha longa, múltiplos atos, alto nível de reatividade Descrito como ainda maior em termos de amplitude e complexidade
Ambição Baseado em D&D 5e, muitas escolhas narrativas Regras próprias, foco em amplitude, profundidade e intimidade
Universo Forgotten Realms (Dungeons & Dragons) Rivellon (universo proprietário da Larian)

O estúdio fala em mais “amplitude, profundidade e intimidade” do que em qualquer jogo anterior. Em termos práticos, isso indica:

Tom mais sombrio: rituais, sacrifícios e body horror

O trailer de revelação de Divinity chama atenção pelo tom claramente mais sombrio e grotesco em comparação aos jogos anteriores da série.

A Larian já costumava mesclar humor ácido com temas pesados, mas o que se vê agora sugere um mergulho mais profundo no lado grotesco e trágico de Rivellon. Para quem gosta de fantasia sombria, essa mudança de tom tende a ser um grande atrativo.

Sistema de combate: RPG por turnos com novo conjunto de regras

Um dos pontos mais importantes já confirmados é que o novo Divinity será um RPG por turnos, mas com um conjunto de regras totalmente novo. Ele é construído a partir do que a Larian aprendeu em Divinity: Original Sin 1 e 2 e em Baldur’s Gate 3.

Fácil de aprender, difícil de dominar

A filosofia por trás das novas regras é bem clara:

Esse equilíbrio entre simplicidade na superfície e complexidade em camadas é o que diferencia os RPGs táticos memoráveis. A ideia é manter o espírito “sandbox” de combate da Larian, mas evitando a sensação de que é preciso estudar um manual gigante para aproveitar o jogo.

A grande mudança: adeus ao polêmico sistema de armadura de Original Sin 2

Entre os jogadores de Divinity: Original Sin 2, um dos sistemas mais debatidos sempre foi o de armadura física e mágica separadas. Na prática, ele fazia com que muitas habilidades de controle só funcionassem depois de quebrar completamente a armadura do alvo – o que gerava reclamações de que o jogo “travava” o uso das habilidades mais legais.

Para o novo Divinity, a Larian já deixou claro: esse sistema está sendo abandonado.

Na prática, isso deve deixar o combate:

Loot menos aleatório e mais “feito à mão”

Outra lição que a Larian levou de Divinity: Original Sin e Baldur’s Gate 3 diz respeito ao loot. O estúdio reconheceu que a forte randomização de itens nos jogos mais antigos:

Por isso, o novo Divinity deve apostar em loot mais “hand-crafted” (artesanal), com menos dependência de rolagens aleatórias. Em termos de experiência:

Isso aproxima Divinity de uma filosofia vista em muitos RPGs modernos de alto orçamento: menos quantidade bruta de loot, mais qualidade e significado em cada descoberta.

Criação de personagem mais profunda que em Baldur’s Gate 3

A diretora de arte Alena Dubrovina confirmou em um AMA que a customização de personagem em Divinity será “ainda melhor” do que em Baldur’s Gate 3, algo que muita gente já considerava um grande destaque.

Entre os pontos citados:

Isso responde diretamente a uma demanda forte dos jogadores por representatividade e expressão pessoal. Em um RPG de longa duração, muitos players passam dezenas de horas olhando para seu personagem – ter um criador de personagem robusto aumenta o vínculo emocional e a sensação de que aquele herói é realmente “seu”.

Retorno confirmado do compositor de Baldur’s Gate 3

Em meio às novidades do sistema de jogo, uma notícia empolgou especialmente quem valoriza trilhas sonoras de RPG: Borislav “Bobby” Slavov, compositor de Baldur’s Gate 3 e Divinity: Original Sin 2, está oficialmente de volta para assinar a trilha do novo Divinity.

O retorno foi confirmado por Swen Vincke em um AMA no Reddit. Ele chegou a brincar dizendo que “não conseguiríamos pará‑lo mesmo se quiséssemos” e que Slavov já está compondo e gravando material novo.

Por que isso importa tanto?

Slavov teve papel central em dar identidade a dois dos RPGs mais comentados da última década. A trilha de Baldur’s Gate 3, por exemplo, rendeu ao compositor um BAFTA em 2024, consolidando seu nome entre os grandes da indústria.

Para o novo Divinity, isso significa:

Slavov já havia “dado pistas” em redes sociais logo após o anúncio de Divinity, mas sem confirmar de forma direta. Agora, com a palavra oficial da Larian, os fãs podem contar com sua assinatura sonora no jogo.

Larian endurece posição contra IA generativa na arte de Divinity

Um dos temas mais discutidos em torno de Divinity não é uma mecânica, mas uma decisão ética e de produção: o uso de IA generativa no desenvolvimento.

Depois de polêmicas sobre o uso de IA em concept art, a Larian usou o AMA no Reddit para deixar claro:

“Não vai haver nenhuma GenAI art em Divinity.”

Segundo Vincke, o estúdio decidiu parar de usar ferramentas de IA generativa para concept art, justamente para evitar qualquer dúvida sobre a origem das imagens presentes no jogo.

IA só em áreas internas, sem conteúdo final gerado por máquina

A Larian não descartou completamente o uso de IA no estúdio, mas traçou uma linha:

Esse posicionamento repercutiu fortemente em comunidades como o subreddit r/gaming, onde a frase “there is not going to be any GenAI art in Divinity” virou destaque. Ao mesmo tempo, parte da comunidade debate se a permanência de IA em setores internos ainda deixa alguma margem de ambiguidade.

Impacto para jogadores e para a indústria

Para quem joga, isso significa:

Para a indústria, a posição da Larian se torna um referencial de como grandes estúdios podem lidar com IA em tempos de debates intensos sobre direitos autorais, uso de datasets e preservação de empregos criativos. Ao mesmo tempo, o estúdio não fecha a porta para IA em processos técnicos, mostrando um caminho intermediário entre rejeição total e adoção irrestrita.

Reação da comunidade: entre hype e escrutínio

O anúncio de Divinity rapidamente gerou uma combinação de hype e análise crítica por parte da comunidade:

Em fóruns e redes, a expectativa é que Divinity se torne um novo marco dos CRPGs modernos, desde que consiga manter o nível de polimento, reatividade e estabilidade que Baldur’s Gate 3 alcançou após o lançamento.

O que muda na prática para quem vai jogar Divinity

Resumindo os principais impactos das decisões já reveladas:

Conclusão: Divinity mira o topo dos RPGs single-player modernos

Com tudo que já foi revelado, Divinity se posiciona como um sucessor espiritual de Baldur’s Gate 3 em termos de ambição e escopo, mas com identidade própria, regras novas e um retorno completo ao universo original da Larian.

Ao combinar:

o estúdio sinaliza que quer não apenas repetir a fórmula de BG3, mas evoluí-la. Para jogadores que amam RPGs ricos em escolhas, personagens marcantes e combates táticos criativos, Divinity já desponta como um dos lançamentos mais importantes do gênero nos próximos anos.


Procurando um marketplace confiável para comprar e vender contas, itens ou moedas de seus jogos favoritos? Explore nossos produtos ou conheça todos os jogos disponíveis na GameMarket!

Tags

Artigos Relacionados