The Expanse: Osiris Reborn: por que a aposta da Owlcat pode marcar uma nova fase para RPGs de ação

Entenda The Expanse: Osiris Reborn, novo RPG de ação da Owlcat, seus sistemas, escolhas narrativas e impacto para fãs de RPG.

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The Expanse: Osiris Reborn é a nova e ambiciosa produção da Owlcat Games, prevista para 2027. O título leva o estúdio, conhecido por seus RPGs isométricos e focados em escolhas, a um formato de ação em terceira pessoa com apresentação cinematográfica, combate com cobertura, companheiros controláveis e decisões narrativas.

As comparações com Mass Effect surgiram rapidamente — e fazem sentido à primeira vista. No entanto, a Owlcat não trata o projeto como uma continuação espiritual nem como uma tentativa de substituir a franquia da BioWare. A proposta declarada é criar uma experiência própria dentro do universo de The Expanse, aplicando a identidade do estúdio a uma escala e a mecânicas diferentes.

Uma mudança de rumo importante para a Owlcat Games

Até aqui, a Owlcat construiu sua reputação principalmente com CRPGs, sigla usada para definir RPGs de computador que costumam priorizar visão isométrica, construção detalhada de personagens, sistemas complexos e decisões com múltiplas consequências. Com Osiris Reborn, o estúdio assume um desafio técnico e criativo consideravelmente distinto.

O jogo será um RPG de ação em terceira pessoa. Isso significa que a exploração, os combates e a leitura da narrativa passam a ser apresentados por uma câmera próxima do personagem, em uma estrutura mais cinematográfica. A equipe precisou trabalhar com uma nova base tecnológica, contratar especialistas, rever processos de produção e criar soluções para recursos que não eram centrais em seus projetos anteriores, como gravidade zero, destruição ambiental e cenas de ação com outro ritmo.

Essa transição não é apenas visual. Ela exige que decisões de interface, movimentação, combate, animação e condução de diálogos funcionem de maneira integrada. Em um CRPG tradicional, por exemplo, o jogador pode analisar o cenário de uma visão mais ampla e administrar muitas opções com calma. Em um RPG de ação, informações e escolhas precisam continuar relevantes sem interromper excessivamente o ritmo da aventura.

Por que a comparação com Mass Effect existe — e por que ela não define o jogo

A influência de Mass Effect é reconhecida pela equipe da Owlcat, especialmente na ambição de combinar ficção científica, relacionamentos entre personagens, missões narrativas e combate em terceira pessoa. Ainda assim, Leonid Rastorguev, diretor de design, afirmou que o estúdio não se considera sucessor da série. A comparação, portanto, deve ser entendida como uma referência de linguagem e não como uma promessa de repetir uma fórmula.

Essa distinção importa para alinhar expectativas. The Expanse: Osiris Reborn não precisa ser “o novo Mass Effect” para ser relevante. Seu potencial está justamente em unir características associadas à Owlcat — escolhas, consequências e narrativa focada em personagens — a um modelo de ação mais direto e acessível visualmente.

O que já foi apontado sobre a jogabilidade

Na prévia jogável publicada pelo PC Gamer, o combate foi descrito como um sistema em terceira pessoa baseado em cobertura. O personagem pode utilizar gadgets, incluindo cabo de choque, nano-insetos e foguetes de pulso. Esses recursos indicam que os confrontos não devem depender apenas de armas de fogo, abrindo espaço para abordagens diferentes em cada situação.

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Escolhas e companheiros: a identidade da Owlcat pode sobreviver à mudança de gênero?

O maior ponto de interesse em Osiris Reborn não é somente a qualidade do tiroteio ou da apresentação cinematográfica. A questão central é como a Owlcat pretende manter sua especialidade em narrativa interativa dentro de um RPG de ação. As informações disponíveis apontam para relações entre personagens, decisões de diálogo, comandos para aliados e caminhos alternativos em missões.

Na prática, essa combinação pode permitir que o jogador tenha participação mais ativa no rumo da campanha do que em jogos de ação lineares. O valor dessas mecânicas dependerá da profundidade com que as escolhas forem conectadas ao desenvolvimento da história, aos companheiros e às missões. Por enquanto, o que se sabe é que a Owlcat quer preservar essa camada de decisão em sua nova estrutura.

O que a prévia sugere sobre o ritmo das missões

A demonstração observada pelo PC Gamer destacou escolhas de diálogo e trajetos alternativos em missões. Isso sugere que a Owlcat não está tratando a ação como um elemento isolado da narrativa. Em vez disso, o combate, a exploração e a tomada de decisões parecem fazer parte de uma mesma experiência de RPG.

As sequências em gravidade zero também merecem atenção. Além de combinarem com o cenário espacial de The Expanse, elas podem alterar a forma como o jogador navega pelos ambientes e lida com confrontos. Como a gravidade zero foi citada entre os sistemas desenvolvidos para o projeto, ela representa uma das áreas em que o estúdio está criando soluções fora de sua zona de conforto.

Impacto para os jogadores: mais opções dentro do RPG de ficção científica

Para o público, The Expanse: Osiris Reborn pode representar a chegada de uma nova alternativa no espaço dos RPGs de ficção científica em terceira pessoa. A combinação de combate com cobertura, gestão simples de aliados, pausas táticas e escolhas narrativas busca atender jogadores que valorizam ação, mas não querem abrir mão de consequência e personalização nas decisões.

Também é um projeto relevante para fãs da Owlcat. Parte desse público pode ver a mudança de perspectiva como uma novidade bem-vinda; outra parte pode esperar que a profundidade típica dos CRPGs seja preservada. O estúdio parece reconhecer esse equilíbrio ao afirmar que não abandonará o gênero que consolidou sua trajetória.

Elemento O que foi informado Possível impacto para o jogador
Perspectiva Ação em terceira pessoa e apresentação cinematográfica Maior proximidade com personagens e cenas de combate
Combate Cobertura, gadgets, aliados e pausa para comandos Equilíbrio entre reflexos e planejamento tático
Narrativa Diálogos, relações e escolhas Potencial para campanhas com decisões mais pessoais
Ambientes Gravidade zero e destruição ambiental Variedade de movimentação e situações de ação

A Owlcat está crescendo, mas o número de 600 funcionários não foi confirmado

Outro tema que acompanha a discussão sobre a escala de Osiris Reborn é o tamanho da Owlcat Games. A informação atribuível mais recente disponível indica que a empresa possui mais de 450 empregados distribuídos entre Chipre e Armênia. Não há confirmação pública confiável de que o estúdio tenha 600 funcionários.

O dado confirmado já ajuda a contextualizar a ambição da empresa. A Owlcat afirma estar focada em produções AAA e pretende liderar tanto o segmento de CRPGs quanto o de RPGs de ação. Desenvolver um projeto como Osiris Reborn, com uma nova pilha tecnológica e sistemas inéditos para o estúdio, é compatível com essa estratégia de expansão.

Os CRPGs continuam nos planos do estúdio

A entrada em um novo formato não significa uma ruptura com os CRPGs. A Owlcat afirmou que continua trabalhando em Warhammer 40,000: Dark Heresy e em um projeto ainda não anunciado. Segundo o que foi divulgado, esse jogo não revelado deverá ser bastante diferente dos CRPGs tradicionais do estúdio.

Para a indústria, essa postura é significativa porque mostra uma tentativa de diversificação sem abandonar a especialidade construída ao longo dos anos. Em vez de trocar um tipo de RPG por outro, a Owlcat busca operar em frentes diferentes: manter experiências voltadas ao público de CRPG e, ao mesmo tempo, alcançar uma audiência potencialmente maior com um RPG de ação cinematográfico.

Conclusão: uma aposta ambiciosa que ainda precisa provar sua identidade

The Expanse: Osiris Reborn chama atenção porque representa uma transformação concreta para a Owlcat Games. O projeto troca a visão isométrica pela ação em terceira pessoa, introduz sistemas como combate com cobertura, gadgets, gravidade zero e destruição ambiental, mas tenta preservar escolhas, companheiros e caminhos alternativos — pilares associados ao trabalho anterior do estúdio.

A comparação com Mass Effect é inevitável, mas não deve resumir o jogo. A própria Owlcat rejeita o rótulo de sucessora e aposta em uma identidade própria. Com lançamento previsto para 2027, o principal ponto a acompanhar será a capacidade de unir ambição cinematográfica e profundidade de RPG em uma experiência coerente no universo de The Expanse.

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